domingo, 25 de outubro de 2009

Sobre o dia-a-dia.

Há exatamente um mês não escrevo. Estes espaços de tempo em que não reproduzo sequer uma linha de pensamento, deixam lacunas na alma.
Ainda assim, as cenas do dia-a-dia continuam desfilando vívidas ante meus olhos e delas me sacio com muito gosto. Desta última semana, por exemplo, ficaram flashes que pretendo compartilhar com um ou outro que passe por aqui.
Uma delas, revivo agora, enquanto me vejo caminhando entre o refeitório e a cantina do hospital. Para que ninguém se assuste com o cenário citado, trabalho em um hospital. Havia almoçado no refeitório e deixei para tomar café na cantina, em companhia dos meus pensamentos. No caminho, dei de encontro com o olhar de algumas crianças. Recebi seus sorrisos... A infância é o período mais generoso da vida, que faz a todos belos. Sua principal marca é o sorriso cravado num rosto inocente; e mesmo num ambiente de dor e tristeza, que é o caso de um hospital infantil, a doçura da infância supera a amargura imposta pela doença. Pois bem, vejo naquelas crianças a infância em todo o seu esplendor.
Não há como passar despercebido ao coração. Tenho em mim o desejo de abraçar a cada uma destas crianças e conceder-lhes cura. Certamente tem aqui um dedo da maternidade. Pena estar tão longe de mim esta capacidade, porquanto posso pedir por elas a Deus, o que faço mentalmente, cada vez que caminho por aquele corredor sinuoso.
Esta é uma grande motivação para continuar. Por elas, continuo.

Um comentário:

Lou disse...

Realmente, Pri, as crianças não tem idéia do que seja sofrimento dentro de um hospital. Por elas, continue mesmo, pois, você está contribuindo para que seus sorrisos sejam mais ruidosos e felizes no palco da vida!